As síndromes demenciais são caracterizadas pela presença de deficit progressivo nas funções cognitivas. O diagnóstico etiológico carrega implicações terapêuticas e prognósticas.

A memória costuma ser a função que mais acometida, causando interferência nas atividades de vida diária e sociais. Muitas vezes é dos primeiros sinais de alerta.

Importa salientar que uma avaliação não técnica de perda de memória pode ter inúmeras interferências, como por exemplo as perdas fisiológicas do envelhecimento ligadas à audição e visão ou mesmo uma lentidão no processamento da informação para uma posterior resposta.

A demência é uma patologia que causa forte impacto emocional, estrutural e altera a rotina dos familiares e pessoas doentes, tornando desafiante cuidar.

O diagnóstico diferencial deve, primeiramente, identificar os quadros potencialmente reversíveis, de etiologias diversas, tais como alterações metabólicas, intoxicações, infeções, deficiências nutricionais etc.

Sabe-se que o diagnóstico definitivo da maioria das síndromes demenciais depende do exame neuropatológico. Entretanto, uma avaliação clínica cuidadosa incluindo anamnese detalhada, exames físico e neurológico, associado a determinações bioquímicas e de neuro imagem, podem possibilitar maior acurácia no diagnóstico diferencial.

Desconhecem-se medidas preventivas para esta síndrome. Inúmeros estudos apontam para os fatores protetores que se relacionam aos bons hábitos de saúde, como alimentação equilibrada, a prática de exercício físico, evitar adições e fazer atividades diversas que estimulem várias áreas cerebrais. Uma baixa escolaridade costuma estar associada a um maior índice desta patologia.

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