Porquê?

A resposta a essa pergunta não é nada difícil.

Podemos enumerar diversas razões que justificam, sem nenhuma margem para dúvidas, porque convivemos mais com a doença de Alzheimer do que que há uns anos.

Talvez, há cerca de 30 anos, falávamos em velhice quando nos referíamos a pessoas à volta dos 50 e muitos, 60 anos.

Hoje, quando usamos o termo velho, primeiro existe uma conotação depreciativa que é inadequada, uma vez que este termo é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

O que torna a palavra VELHO pejorativa é o significado que habitualmente lhe é atribuído como que duramente sendo comparado a um objeto; sem utilidade, sem valor, sem função. E isso é puramente cultural e absolutamente nada, nada científico!

Agora, passemos à extensa resposta à pergunta:

Conviver com Alzheimer… Porquê?

Porque a população de idosos está cada vez maior e, já não é de hoje que Portugal é uma das populações mais envelhecidas do mundo.
Porque com o envelhecimento populacional, também aumenta a incidência de doenças típicas desta faixa etária, com especial destaque para as doenças cardíacas e neurológicas.
Porque entre as doenças neurológicas, as demências surgem com uma força cada vez maior, a ponto de serem apontadas como uma das grandes epidemias do século XXI.
Porque entre as demências, a doença de Alzheimer é a principal e a de maior percentagem, respondendo com cerca de 60% delas!

Porque é que toda a Família adoece, quando o Idoso é portador da Doença de Alzheimer?

Porque é uma doença de causa desconhecida, sem um diagnóstico preciso que ajude a confirmar com 100% de certeza e porque não possui tratamento curativo e adequado ainda!

ATENÇÃO – mesmo que não exista cura ou um tratamento específico, é imprescindível investir em acompanhamento. É sabido que podem existir doenças sem cura, mas não existem doentes “intratáveis”!

Com o devido tratamento, a qualidade de vida da pessoa com Alzheimer e da família, pode ser mais equilibrada.

Porque conviver é viver, compartilhar, ajudar, receber ajuda, amar e ser amado por alguém. Aqui o nosso grande elo de convivência é a pessoa com demência: o nosso pai, a nossa mãe, a nossa irmã e irmão, o nosso tio e tia, o nosso familiar!

Família <3

Porque já se sabe que o melhor tratamento que se pode dar a uma pessoa com demência é a ajuda da família, o carinho da família, a união da família e o conhecimento sobre a doença, que a família aprende!

Porque se o cuidador está bem, a família ajuda e todos se preocupam, o idoso terá um melhor conforto na convivência com esta doença que pode ser tão devastadora!

Porque somente aliando solidariedade à informação, é que poderemos conviver melhor com Alzheimer!

Informe-se para melhor cuidar!
Peça ajuda a profissionais capacitados.

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